

Genotropin (somatropina) é indicado para o tratamento de distúrbios de crescimento em pacientes pediátricos decorrentes da secreção inadequada do hormônio de crescimento endógeno. Também é aplicado no manejo da baixa estatura associada à Síndrome de Turner e em crianças pré-púberes com insuficiência...
Genotropin (somatropina) é indicado para o tratamento de distúrbios de crescimento em pacientes pediátricos decorrentes da secreção inadequada do hormônio de crescimento endógeno. Também é aplicado no manejo da baixa estatura associada à Síndrome de Turner e em crianças pré-púberes com insuficiência renal crônica. Adicionalmente, seu uso é contemplado em casos de Síndrome de Prader-Willi e para crianças nascidas pequenas para a idade gestacional (PIG) que não apresentaram recuperação do crescimento até os 4 anos de idade ou mais. Em adultos, é utilizado para o tratamento da deficiência confirmada de hormônio de crescimento, seja de início na infância ou na fase adulta, após avaliação diagnóstica rigorosa.
Genotropin é uma forma recombinante do hormônio de crescimento humano (somatropina), idêntica ao hormônio hipofisário natural. Sua ação primária consiste na estimulação do crescimento linear em pacientes pediátricos com deficiência de GH, através de mecanismos que incluem a promoção da síntese proteica e o crescimento de tecidos, como o músculo esquelético e a cartilagem epifisária. Além disso, a somatropina exerce influência sobre diversos processos metabólicos, incluindo o metabolismo proteico, de carboidratos e lipídios, bem como o metabolismo ósseo, contribuindo para a homeostase e o desenvolvimento tecidual.
A posologia de Genotropin deve ser estritamente individualizada e determinada por um médico especialista, com base na condição clínica, idade, peso corporal e resposta terapêutica do paciente. A administração é por via subcutânea, geralmente uma vez ao dia, conforme a orientação médica. É fundamental que o paciente ou cuidador receba treinamento adequado sobre a reconstituição do pó para solução injetável com o diluente fornecido na caneta e a técnica de injeção correta, bem como as orientações de descarte de material, antes do início do tratamento.
Genotropin é contraindicado em pacientes com evidência de atividade tumoral maligna. Não deve ser utilizado em casos de doença crítica aguda devido a complicações de cirurgia de coração aberto, cirurgia abdominal, trauma múltiplo acidental ou insuficiência respiratória aguda. Em crianças, é contraindicado quando as epífises ósseas estão fechadas, impedindo o crescimento linear. Hipersensibilidade à somatropina ou a qualquer um dos excipientes da formulação constitui uma contraindicação para o uso. Pacientes com retinopatia diabética proliferativa ativa também não devem fazer uso deste medicamento.
Durante o tratamento com Genotropin, é recomendada a monitorização regular da função tireoidiana e dos níveis de glicose, devido ao potencial de indução de um estado de resistência à insulina e hipotiroidismo central. Em casos raros, pode ocorrer hipertensão intracraniana benigna, manifestada por dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos e alterações visuais, necessitando de avaliação médica e possível interrupção do tratamento. Pacientes com Síndrome de Prader-Willi devem ser monitorados para apneia do sono e problemas respiratórios. Um agravamento de escoliose preexistente pode ocorrer. O desenvolvimento de pancreatite aguda, embora incomum, tem sido relatado, devendo-se estar atento a dor abdominal severa.
As reações adversas mais frequentemente observadas incluem dor, vermelhidão, inchaço ou coceira no local da injeção. Em adultos, é comum o relato de edema periférico, artralgia (dor nas articulações) e mialgia (dor muscular), geralmente transitórios e dose-dependentes. Outras reações incluem cefaleia, síndrome do túnel do carpo, e raramente, o desenvolvimento de anticorpos anti-somatropina, que podem, em alguns casos, atenuar o efeito do tratamento. Pode haver um aumento no risco de deslizamento epifisário da cabeça do fêmur em crianças com distúrbios endócrinos.
Genotropin deve ser armazenado refrigerado, entre 2°C e 8°C, e protegido da luz. Não deve ser congelado. Após a reconstituição, a solução deve ser mantida refrigerada e utilizada dentro do período de validade indicado na embalagem e bula (geralmente algumas semanas, dependendo da apresentação), para garantir a manutenção da sua potência e esterilidade. Não utilizar se a solução estiver turva ou contiver partículas.
Medicamento sujeito a prescrição. Uso adulto ou pediátrico conforme orientação da embalagem. Leia as instruções antes do uso. Mantenha fora do alcance de crianças.