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Bula do: Lexapro 10mg comprimido revestido

Lexapro 10mg comprimido revestido é um antidepressivo inibidor seletivo da recaptação de serotonina indicado para depressão, transtorno do pânico, ansiedade generalizada, fobia social e transtorno obsessivo compulsivo, conforme orientação médica.

Princípio Ativooxalato de escitalopram

Informações sobre Lexapro

O que é e para que serve o Lexapro 10mg comprimido revestido?

Lexapro 10mg comprimido revestido é indicado para o tratamento e prevenção da recaída ou recorrência da depressão, para o tratamento do transtorno do pânico (com ou sem agorafobia), do transtorno de ansiedade generalizada (TAG), do transtorno de ansiedade social (fobia social) e do transtorno obsessivo compulsivo (TOC). Seu princípio ativo é o escitalopram.

Como o Lexapro 10mg comprimido revestido funciona?

Lexapro 10mg comprimido revestido pertence à classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), um grupo de antidepressivos. Ele age no cérebro corrigindo as concentrações inadequadas de neurotransmissores, em especial a serotonina, que causam os sintomas da condição tratada.

Pode demorar cerca de duas semanas até o paciente começar a se sentir melhor. É importante continuar o tratamento mesmo que a melhora leve algum tempo para aparecer, e procurar o médico caso não haja melhora ou os sintomas piorem.

Como usar e qual a dosagem do Lexapro 10mg comprimido revestido?

Lexapro 10mg comprimido revestido é administrado por via oral, uma vez ao dia, com ou sem alimentos, conforme orientação médica para cada indicação.

Modo de uso

O comprimido deve ser ingerido por via oral, preferencialmente sempre no mesmo horário, sem mastigar, com auxílio de líquido. Não interrompa o tratamento sem orientação médica: ao final do período de tratamento, recomenda-se reduzir a dose gradualmente por algumas semanas para evitar sintomas de descontinuação, que incluem tontura, sensações de agulhas na pele, alterações do sono, ansiedade, dor de cabeça, náusea, suor aumentado, tremores e irritabilidade, entre outros.

Posologia

Para o tratamento e prevenção da recaída ou recorrência da depressão, a dose recomendada de Lexapro 10mg comprimido revestido é normalmente 10 mg ao dia, podendo o médico aumentar até no máximo 20 mg ao dia conforme a resposta individual; geralmente são necessárias 2 a 4 semanas para resposta antidepressiva, e o tratamento deve continuar por pelo menos 6 meses após a remissão dos sintomas.

  • Transtorno do pânico com ou sem agorafobia: dose inicial de 5 mg ao dia na primeira semana, elevada em seguida para a dose terapêutica de 10 mg ao dia, podendo chegar a no máximo 20 mg ao dia; a melhora total é observada em cerca de 3 meses.
  • Transtorno de ansiedade social (fobia social): dose usual de 10 mg ao dia, podendo ser reduzida para 5 mg ao dia para melhor tolerabilidade ou aumentada até 20 mg ao dia; tratamento mínimo de 3 meses e, se indicado pelo médico, até 6 meses.
  • Transtorno de ansiedade generalizada (TAG): dose inicial usual de 10 mg ao dia, podendo ser aumentada até 20 mg ao dia; tratamento mínimo de 3 meses, podendo se estender a 6 meses.
  • Transtorno obsessivo compulsivo (TOC): dose inicial usual de 10 mg ao dia, podendo ser aumentada até 20 mg ao dia, por período suficiente até o controle dos sintomas.

Pacientes idosos (acima de 65 anos): devem iniciar o tratamento com metade da dose mínima usualmente recomendada, ou seja, 5 mg ao dia, com dose máxima mais baixa; o médico pode aumentar até 10 mg ao dia.

Crianças e adolescentes (menores de 18 anos): o uso normalmente não é recomendado nessa faixa etária, pelo maior risco de efeitos adversos como pensamentos suicidas, tentativas de suicídio e hostilidade; o médico pode, ainda assim, prescrever se julgar necessário.

Comprometimento renal: não é necessário ajuste de dose em insuficiência renal leve ou moderada; deve-se ter cuidado em pacientes com função renal gravemente reduzida (depuração de creatinina inferior a 30 ml/min).

Comprometimento hepático: recomenda-se dose inicial de 5 mg ao dia nas duas primeiras semanas em pacientes com problemas hepáticos leves ou moderados, podendo o médico aumentar para a dose terapêutica usual de 10 mg ao dia.

A duração do tratamento é individual, sendo o período mínimo usual de 6 meses; pacientes com depressão recorrente podem se beneficiar de tratamento continuado por vários anos. Nunca altere a dose sem falar antes com o médico.

O que fazer quando eu me esquecer de usar Lexapro 10mg comprimido revestido?

Se o paciente se esquecer de tomar uma dose de Lexapro 10mg comprimido revestido e lembrar-se antes de deitar-se para dormir, pode usar a dose excepcionalmente nesse momento, retomando o horário usual no dia seguinte. Se a lembrança ocorrer apenas no meio da noite ou no dia seguinte, a dose esquecida deve ser ignorada e o tratamento retomado normalmente. Não tome a dose em dobro. Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico, médico ou cirurgião-dentista.

Quando não devo usar o Lexapro 10mg comprimido revestido? Contraindicações

Lexapro 10mg comprimido revestido é contraindicado nas seguintes situações:

  • Alergia a qualquer um dos componentes da fórmula (reação de hipersensibilidade aos excipientes ou ao escitalopram).
  • Uso concomitante de inibidores da monoaminoxidase (IMAO), como selegilina (Parkinson), moclobemida (depressão) e linezolida (antibiótico), pelo risco de interações graves.
  • Pacientes que nasceram com ou tiveram episódio de arritmia cardíaca identificada em eletrocardiograma, exame que avalia o funcionamento do coração.
  • Uso concomitante de medicamentos para arritmia cardíaca ou que possam afetar o ritmo cardíaco, pelo risco de alterações graves na condução elétrica do coração.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Quais os efeitos colaterais do Lexapro 10mg comprimido revestido?

Lexapro 10mg comprimido revestido pode causar efeitos adversos, que costumam ser amenos e desaparecer espontaneamente após alguns dias de tratamento; nem todos os pacientes os apresentam.

Reação muito comum (mais de 10% dos pacientes)

  • Náusea;
  • Dor de cabeça.

Reação comum (entre 1% e 10% dos pacientes)

  • Nariz entupido ou com coriza (sinusite);
  • Aumento ou diminuição do apetite;
  • Ansiedade, inquietude, sonhos anormais, dificuldade para dormir, sonolência diurna, tonturas, bocejos, tremores, sensação de agulhadas na pele;
  • Diarreia, constipação, vômitos, boca seca;
  • Aumento do suor;
  • Dores musculares e nas articulações;
  • Distúrbios sexuais (retardo ejaculatório, dificuldade de ereção, diminuição do desejo sexual, dificuldade para atingir orgasmo em mulheres);
  • Cansaço, febre;
  • Aumento do peso.

Reação incomum (entre 0,1% e 1% dos pacientes)

  • Sangramentos inesperados, incluindo gastrointestinais;
  • Urticária, eczemas, coceira;
  • Ranger de dentes, agitação, nervosismo, ataque de pânico, estado confusional;
  • Alterações no sono, alteração no paladar, desmaio;
  • Pupilas aumentadas (midríase), distúrbios visuais, zumbido nos ouvidos (tinitus);
  • Perda de cabelo;
  • Sangramento vaginal;
  • Diminuição de peso;
  • Aceleração dos batimentos cardíacos;
  • Inchaço nos braços ou pernas;
  • Sangramento nasal.

Reação rara (entre 0,01% e 0,1% dos pacientes)

  • Inchaço na pele, língua, lábios ou face, dificuldade para respirar ou engolir (reação alérgica) — buscar atendimento de emergência;
  • Febre alta, agitação, confusão, espasmos e contrações musculares abruptas, sinais de síndrome serotoninérgica;
  • Agressividade, despersonalização, alucinação;
  • Diminuição dos batimentos cardíacos.

Frequência desconhecida

  • Pensamentos suicidas e de autoflagelação;
  • Níveis diminuídos de sódio no sangue (náuseas, mal-estar, fraqueza muscular, confusão);
  • Tontura ao levantar-se por queda de pressão (hipotensão ortostática);
  • Alteração nos exames de função hepática;
  • Transtornos do movimento (movimentos involuntários);
  • Ereção dolorosa (priapismo);
  • Alterações de coagulação, com equimoses e diminuição de plaquetas;
  • Sangramento vaginal intenso logo após o parto;
  • Angioedema;
  • Aumento da quantidade de urina excretada;
  • Aumento dos níveis de prolactina;
  • Presença de leite em mulheres que não estão amamentando;
  • Mania;
  • Maior risco de fraturas ósseas;
  • Prolongamento do intervalo QT, observado em eletrocardiograma.

Também podem ocorrer inquietude (acatisia) e anorexia, efeitos comuns a medicamentos que agem de forma semelhante ao escitalopram. Procure atendimento de emergência imediatamente em caso de dificuldade para urinar, convulsões, cor amarelada da pele ou dos olhos, ou batimentos cardíacos acelerados/irregulares com desmaios.

Posso usar Lexapro 10mg comprimido revestido com outros medicamentos? Interações

Lexapro 10mg comprimido revestido pode interagir com diversos medicamentos e deve-se informar ao médico todos os remédios em uso, incluindo os sem prescrição, e os utilizados nos 14 dias anteriores ao início do tratamento.

  • IMAO não seletivos (fenelzina, iproniazida, isocarboxazida, nialamida, tranilcipromina): aguardar 14 dias após sua interrupção para iniciar Lexapro, e 7 dias após interromper Lexapro para usá-los;
  • Moclobemida (IMAO-A reversível) e selegilina (IMAO-B irreversível): aumentam o risco de efeitos adversos;
  • Linezolida (antibiótico), lítio e triptofano: risco aumentado de reações adversas;
  • Sumatriptano e similares, tramadol e similares: aumentam o risco de efeitos adversos;
  • Cimetidina, lansoprazol, omeprazol, fluvoxamina e ticlopidina: podem aumentar a quantidade de escitalopram no organismo;
  • Erva de São João (Hypericum perforatum);
  • Ácido acetilsalicílico e anti-inflamatórios não esteroidais: aumentam a tendência ao sangramento;
  • Varfarina, dipiridamol e fenprocumona: pode ser necessário reavaliar o tempo de coagulação;
  • Mefloquina, bupropiona e tramadol: possível diminuição do limiar convulsivo;
  • Neurolépticos e outros antidepressivos (tricíclicos e ISRS): possível diminuição do limiar convulsivo;
  • Imipramina e desipramina;
  • Flecainida, propafenona, metoprolol, clomipramina, nortriptilina, risperidona, tioridazina e haloperidol: pode ser necessário ajuste da dose de Lexapro;
  • Medicamentos que alteram a função plaquetária: risco levemente aumentado de sangramentos;
  • Medicamentos que reduzem potássio ou magnésio no sangue: aumentam o risco de alteração fatal do ritmo cardíaco.

Não use Lexapro com outros medicamentos para arritmia cardíaca ou que afetem o ritmo cardíaco, como antiarrítmicos das classes IA e III, alguns antipsicóticos, antidepressivos tricíclicos, certos antimicrobianos e antimaláricos, e alguns anti-histamínicos. Lexapro não interage com alimentos ou bebidas; não potencializa os efeitos do álcool, mas recomenda-se evitar o consumo de álcool durante o tratamento.

O que devo saber antes de usar o Lexapro 10mg comprimido revestido? Advertências

Antes de usar Lexapro 10mg comprimido revestido, informe ao médico se tiver epilepsia, comprometimento renal ou hepático, diabetes, níveis reduzidos de sódio, tendência a sangramentos, se estiver em terapia eletroconvulsiva, se tiver doença cardíaca coronariana, histórico de problemas cardíacos ou ataque cardíaco, baixa frequência cardíaca de repouso, alterações no ritmo cardíaco ou dilatação das pupilas.

Pacientes com transtorno bipolar podem apresentar virada para fase maníaca durante o uso de antidepressivos. Pensamentos suicidas e agravamento da depressão ou ansiedade podem ocorrer, especialmente no início do tratamento e em adultos jovens com menos de 25 anos; qualquer pensamento de autoagressão deve ser comunicado imediatamente ao médico.

Gravidez, amamentação e fertilidade: não use Lexapro na gravidez ou amamentação sem orientação médica. Uso nos últimos 3 meses de gravidez pode causar reações no recém-nascido, como problemas respiratórios, pele azulada, convulsões, alterações de temperatura, dificuldades de alimentação e sonolência, além de risco de hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido e de sangramento vaginal intenso após o parto. O medicamento pode ser excretado no leite materno e nunca deve ser interrompido abruptamente durante a gravidez.

Condução de veículos e máquinas: durante o tratamento, não dirija veículos ou opere máquinas até saber se Lexapro afeta sua atenção, já que a habilidade e a atenção podem estar prejudicadas.

O que fazer em caso de superdose de Lexapro 10mg comprimido revestido?

Em caso de uso de quantidade maior que a indicada de Lexapro 10mg comprimido revestido, contate o médico imediatamente ou vá ao hospital mais próximo, mesmo sem sinais de intoxicação, levando a caixa do medicamento. Não existe antídoto específico; o tratamento é sintomático e de suporte. Os sintomas de superdose incluem tontura, tremores, agitação, vômitos, convulsões, coma, náuseas, alteração do ritmo cardíaco, diminuição da pressão arterial e alteração do equilíbrio hídrico e eletrolítico. Em caso de emergência, ligue para 0800 722 6001.

Como armazenar o Lexapro 10mg comprimido revestido e quais os dizeres legais?

Lexapro 10mg comprimido revestido é um medicamento de venda sob prescrição médica, só podendo ser vendido com retenção da receita. A bula não traz informações adicionais sobre condições específicas de temperatura de armazenamento ou validade após aberto para esta apresentação.

Farmacêutica responsável: Michele Medeiros Rocha – CRF-RJ 9597. Em caso de dúvidas ou reações adversas, informe ao médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico, e também à central de atendimento pelo telefone 0800-282-4445.

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